Decisão Judicial Confirma Sanidade de Réu
A Justiça de Minas Gerais homologou recentemente o laudo pericial que descarta a insanidade mental de Welbert de Souza Fagundes, acusado de assassinar o sargento Roger Dias em janeiro do ano passado. Essa decisão, proferida na última sexta-feira (27 de junho), ratifica o relatório inicial apresentado pela Polícia Civil em janeiro deste ano. A medida é crucial para o andamento do processo de homicídio qualificado, que agora retoma sua tramitação regular com uma audiência já agendada para o próximo mês.
Fim das Contestações sobre Capacidade Mental
Com a homologação do laudo, os três processos que solicitavam a avaliação de insanidade mental de Fagundes foram arquivados. Essas solicitações estavam ligadas não apenas ao caso do homicídio do sargento, mas também a um processo de furto e a outro por danos a um hospital psiquiátrico em Barbacena, onde o réu esteve detido. O juiz Roberto Oliveira Araújo Silva enfatizou a conclusão do laudo pericial ao determinar o arquivamento dos pedidos de insanidade, anexando cópias do relatório aos autos principais do processo.
Defesa Acata Decisão e Foca em Julgamento Justo
O advogado de Welbert de Souza Fagundes, Bruno Rodrigues, reconheceu a irreversibilidade da decisão judicial quanto à capacidade mental de seu cliente. Segundo Rodrigues, “Ele foi considerado mentalmente capaz à época dos fatos. A gente não tem como contestar”. Diante desse cenário, a defesa agora se concentra em garantir um julgamento justo para Fagundes, no qual ele terá a oportunidade de apresentar sua versão dos acontecimentos.
Divergências Periciais e Esclarecimentos
Durante a fase de investigação, houve divergências entre os laudos periciais. Enquanto a perícia oficial da Polícia Civil reiterava a sanidade mental de Welbert, um estudo contratado pela defesa do acusado apontava para questões psiquiátricas que o poderiam tornar inimputável. Curiosamente, o próprio suspeito chegou a relatar que recebia “visitas” do PM falecido. No entanto, a decisão judicial mais recente valida o laudo da Polícia Civil, solidificando a premissa de que Welbert de Souza Fagundes tinha plena capacidade de discernimento no momento dos crimes. A retomada do processo criminal indica que a linha de defesa não poderá mais se basear na insanidade mental, focando em outros aspectos jurídicos durante o julgamento.
Conclusão
A homologação do laudo pericial que descarta a insanidade mental de Welbert de Souza Fagundes representa um avanço significativo no caso da morte do sargento Roger Dias. Com a comprovação da capacidade mental do acusado, o processo de homicídio qualificado segue para as próximas etapas, incluindo a aguardada audiência. Essa decisão reafirma a validade das investigações policiais e direciona o foco do caso para a análise dos fatos e provas apresentadas, buscando a efetivação da justiça.
Com informações do site O TEMPO.