Início da Investigação: Ataque Hacker ao Sistema Financeiro
A noite de quinta-feira, 3 de julho, marcou um passo importante nas investigações de um vultoso ataque cibernético ao sistema de pagamentos do Banco Central, que integra o Pix. A polícia deteve um indivíduo suspeito de participação no golpe, que resultou no desvio de pelo menos R$ 800 milhões. A estimativa do prejuízo total, no entanto, pode alcançar a impressionante marca de R$ 3 bilhões, evidenciando a gravidade e a dimensão dessa ação criminosa.
Detalhes da Prisão e Identificação do Suspeito
O homem detido foi identificado como João Nazareno Roque, de 48 anos. Ele atuava como operador de TI na C&M Software, uma empresa crucial na integração de instituições financeiras com o Pix e outros sistemas de pagamento, como TED e boletos. A prisão ocorreu no bairro City Jaraguá, na zona norte de São Paulo, e foi efetuada por agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil paulista. Além da investigação em São Paulo, um inquérito paralelo sobre o caso já está em andamento na Polícia Federal, o que demonstra a complexidade e a abrangência da fraude.
A Confissão e o Esquema de Acesso Clandestino
Conforme revelado pela Globonews, em seu depoimento inicial à polícia, João Nazareno Roque admitiu ter comercializado a chave de acesso ao sistema. Ele relatou que o primeiro contato com os criminosos ocorreu em março, quando foi abordado na rua por um indivíduo que demonstrava conhecer detalhes de seu trabalho. Dias depois, recebeu uma ligação via WhatsApp com a proposta de entregar suas credenciais corporativas por R$ 5 mil. Após receber o pagamento, João forneceu seu login e senha. Duas semanas mais tarde, criou uma conta na plataforma Notion, onde recebia instruções detalhadas para operar o sistema remotamente. A partir daí, passou a executar comandos diretamente de seu computador pessoal. João também afirmou ter recebido um pagamento adicional de R$ 10 mil, entregue por um motoboy em notas de R$ 100, para continuar inserindo comandos no sistema. Essa revelação detalha a mecânica do ataque e a participação do operador de TI no esquema.
Conclusão
A prisão de João Nazareno Roque representa um avanço significativo na apuração do bilionário ataque hacker que afetou o sistema de pagamentos do Banco Central. A confissão do suspeito, que detalha como as credenciais foram vendidas e o sistema operado remotamente, lança luz sobre a fragilidade de segurança em pontos críticos da infraestrutura financeira. Este incidente serve como um alerta para a necessidade de constante aprimoramento das defesas cibernéticas e da vigilância contra crimes digitais que podem gerar prejuízos financeiros de proporções gigantescas.
Com informações do site: O TEMPO.