Uma manhã de terror chocou a região metropolitana de Curitiba nesta terça-feira (12) após uma explosão em uma fábrica de explosivos civis na cidade de Quatro Barras. O incidente, que ocorreu na empresa Enaex Brasil, gerou uma grande mobilização de equipes de resgate e autoridades, deixando um rastro de destruição, com vítimas fatais e nove pessoas dadas como desaparecidas. A tragédia abalou a comunidade local e colocou em evidência a periculosidade do trabalho com materiais de alto risco.
O acidente aconteceu por volta das 5h50 da manhã em uma área de 25 metros quadrados, onde explosivos eram preparados para transporte. O barulho da explosão em Quatro Barras foi tão intenso que assustou moradores e causou danos estruturais em residências, comércios e empresas em um raio de vários quilômetros, com o impacto sentido em cidades vizinhas como Piraquara, Pinhais e até mesmo na capital paranaense. A dimensão da tragédia mobilizou o governo do estado, com o governador Ratinho Junior determinando o acompanhamento presencial do caso pelo secretário de segurança pública e pelo comandante-geral do Corpo de Bombeiros.
A Busca por Sobreviventes e os Desafios do Resgate
O trabalho de resgate na Enaex Brasil tem sido complexo e perigoso. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Paraná, Coronel Hiller, e o secretário de segurança pública, Coronel Hudson, confirmaram as mortes e o desaparecimento de seis homens e três mulheres, segundo informações da própria empresa. A prioridade das equipes de resgate, que contam com o apoio do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), é a busca por sobreviventes. No entanto, os esforços iniciais foram dificultados pela necessidade de garantir a segurança do local, devido ao risco de novas explosões.
Os bombeiros do Paraná só puderam iniciar o trabalho efetivo de busca no início da tarde, após a área ser considerada segura. A explosão transformou a “casa de 25 metros quadrados” em um monte de escombros, com uma cratera no local. Sete pessoas que estavam fora do epicentro da explosão ficaram feridas, três delas com lesões leves, e foram encaminhadas para hospitais da região. A Enaex Brasil, que funciona 24 horas por dia, informou em nota que está prestando todo o suporte necessário aos familiares das vítimas.
Respostas da Empresa e das Autoridades
Em nota, a Enaex Brasil, que conta com 1.300 colaboradores e terceirizados em diversas plantas na região, lamentou a tragédia e se solidarizou com as famílias. A empresa ressaltou seu compromisso com a segurança e informou que possui um plano de contingência para atender as vítimas e seus parentes. Daniel Oliveira, diretor industrial da empresa, disse em coletiva que equipes de psicólogos estão à disposição para dar apoio e que as famílias estão sendo atendidas individualmente. Ele também confirmou que os sete feridos estão em hospitais e passam bem. A Enaex Brasil informou que iniciou uma investigação interna para apurar as causas do acidente.
A prefeitura de Quatro Barras, por meio de nota, expressou solidariedade às famílias afetadas e garantiu que a empresa possui todas as licenças necessárias para o seu funcionamento, destacando que a Enaex está instalada no município há mais de 50 anos e é uma das principais geradoras de emprego na região. Equipes da Defesa Civil estão trabalhando para mapear os danos causados a residências e comércios no entorno da fábrica.
Causas da Explosão e o Futuro das Investigações
Até o momento da publicação desta reportagem, as causas exatas do acidente industrial ainda eram desconhecidas. A Polícia Civil e o esquadrão antibombas estão no local para dar suporte às investigações. Segundo as autoridades, o local da explosão era uma área pequena, mas com rigorosos protocolos de segurança, onde funcionários não podiam sequer portar celulares ou adornos devido ao risco. A violência da onda de choque, no entanto, foi suficiente para causar a destruição massiva e a tragédia humana.
A comunidade e as autoridades aguardam ansiosamente por respostas que possam explicar o que causou o acidente. A investigação terá um papel crucial em determinar se houve falhas nos procedimentos de segurança, se foi um problema técnico, ou se outras circunstâncias levaram à fatalidade. A tragédia em Quatro Barras serve como um lembrete sombrio dos riscos inerentes a certas atividades industriais e da necessidade de constante vigilância e investimento em segurança para proteger a vida dos trabalhadores e das comunidades vizinhas.
Com informações do site: G1