Suspeita de Desvio Milionário: Suzy Camacho na Mira da Justiça
A ex-atriz e psicóloga Suzy Camacho, de 64 anos, está no centro de uma investigação complexa. Ela é suspeita de ter desviado uma quantia vultosa, R$ 42,2 milhões, do patrimônio de seu ex-marido, o empresário Farid Curi, que faleceu em 2022 aos 85 anos. O caso, que ganhou repercussão, levanta questões sobre proteção a idosos e a gestão de fortunas.
Inquérito Policial Concluído: Artigos do Estatuto do Idoso em Foco
As investigações, conduzidas pelo 4º Distrito Policial (Consolação) da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), focaram em possíveis crimes previstos no Estatuto do Idoso. O inquérito foi oficialmente concluído em 6 de junho e agora aguarda a apreciação do Ministério Público de São Paulo. Especificamente, os artigos 102 e 107 do Estatuto do Idoso são o cerne da apuração. O artigo 102 criminaliza a apropriação ou desvio de bens, proventos, pensão ou qualquer rendimento de pessoa idosa, com aplicação diferente da finalidade. Já o artigo 107 trata da coação do idoso para que ele realize ações como doações, contratos, testamentos ou procurações.
A Versão da Defesa: Contraponto às Acusações
Em nota oficial, a defesa de Suzy Camacho, representada pelo advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, contesta as conclusões do inquérito. O advogado afirma que o relatório final “faz juízo de valor sobre provas e depoimentos colhidos, focando somente uma das partes, os filhos do sr. Farid, que travaram uma verdadeira guerra contra o pai e contra a minha cliente”. A defesa sugere que há uma narrativa unilateral e que os fatos precisam ser analisados de forma mais abrangente, considerando os conflitos familiares que precederam a morte do empresário.
Conclusão
O caso envolvendo Suzy Camacho e o patrimônio de Farid Curi é um lembrete da importância de mecanismos legais para proteger os mais velhos contra possíveis abusos financeiros. Com o inquérito já no Ministério Público, os próximos passos do processo prometem trazer mais detalhes e esclarecimentos sobre as acusações. A situação sublinha a necessidade de vigilância e transparência na gestão de bens, especialmente em contextos familiares complexos.
Com informações do site: G1.