A cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, foi palco de um assassinato brutal que chocou a comunidade. Rodrigo Júnior da Silva Ponce, um empresário de 35 anos conhecido por seu sucesso nos negócios e seu estilo de vida ostentoso, foi morto a tiros dentro de seu Porsche conversível. O crime, ocorrido na manhã deste sábado (5), levanta diversas questões e intriga as autoridades, que investigam se a morte de Rodrigo foi um ato premeditado ou uma tentativa de roubo que deu errado.
O Dia da Tragédia: Um Assassinato em Plena Luz do Dia
Na manhã de sábado, por volta das 12h30, a Rua Felizarda Firmino de Andrade, na Vila Barros, tornou-se cenário de uma tragédia. Rodrigo Ponce, que dirigia seu Porsche Boxster 2014 vermelho, avaliado em até R$ 450 mil, foi surpreendido por dois homens em motocicletas que efetuaram os disparos. A Polícia Civil, responsável pela investigação, também analisa a possível participação de um terceiro suspeito, que aparece em vídeos com uma mochila de entregador e pode ter dado suporte aos atiradores.
Rodrigo era uma figura conhecida em Guarulhos. Dono de uma empresa de caminhões e terraplanagem, ele compartilhava com frequência em suas redes sociais momentos de lazer, viagens luxuosas, seus carros de alto padrão e sua rotina ao lado de amigos. Sua mãe, em depoimento à polícia, descreveu o filho como uma pessoa alegre e dedicada ao trabalho, que também era um adepto das aulas de tiro, revelando um perfil multifacetado da vítima.
Mistério em Torno dos Objetos de Valor e da Arma do Empresário
A investigação sobre a motivação do crime é complexa e os detalhes em torno dos bens de Rodrigo Ponce são cruciais. A mãe do empresário confirmou que ele costumava carregar consigo itens de valor, como correntes de ouro e relógios. No entanto, a família informou que o celular de Rodrigo e as correntes maiores que ele possuía não foram levados pelos criminosos, um fato que inicialmente contradiz a hipótese de um roubo simples. Curiosamente, uma corrente que ele usava no pescoço pode ter sido subtraída.
Um ponto de destaque na investigação é o fato de Rodrigo ser um CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), o que significa que ele tinha permissão para portar arma. A família informou que ele costumava andar armado. No momento do crime, o coldre da pistola 9mm foi encontrado dentro do Porsche, mas a arma em si desapareceu, levantando a forte suspeita de que tenha sido levada pelos agressores. Ainda não se sabe se Rodrigo tentou reagir à abordagem, o que poderia explicar a ausência da arma. Câmeras de segurança registraram, momentos antes do ataque, um homem em uma moto com baú de entregas observando a rua e a passagem do Porsche, o que reforça a tese de que ele agia como um olheiro para os atiradores, sugerindo um crime com planejamento prévio.
Conclusão
O assassinato de Rodrigo Júnior da Silva Ponce deixa uma série de perguntas sem respostas em Guarulhos. A Polícia Civil intensifica as investigações para determinar se o empresário foi vítima de uma execução premeditada ou de uma tentativa de assalto que escalou para a violência fatal. O velório e o sepultamento de Rodrigo estão marcados para este domingo (6) no Cemitério Memorial Vertical Guarulhos, enquanto a comunidade aguarda por respostas sobre a morte de um de seus empresários mais conhecidos.
Com informações do site G1.