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    Início » Gigafábrica de Drones da Rússia em Alabuga Expande Produção e Redefine Relação com o Irã
    Internacional

    Gigafábrica de Drones da Rússia em Alabuga Expande Produção e Redefine Relação com o Irã

    A Rússia acelera a produção de drones de ataque Shahed-136 em uma nova e impressionante fábrica no Tartaristão, demonstrando uma crescente autossuficiência tecnológica. A medida, que marca um ponto de virada na estratégia militar de Moscou, pode estar reconfigurando sua aliança com o Irã, um parceiro crucial no conflito na Ucrânia. A fábrica, que é capaz de produzir a maior parte dos componentes internamente, sinaliza uma mudança significativa na dependência russa de suprimentos estrangeiros.
    Por Redação10 de agosto de 20256 Minutos de Leitura
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    A defesa aérea ucraniana intercepta um drone Shahed, da Rússia - Evgeniy Maloletka/AP
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    Do Protótipo Iraniano à Produção em Massa Russa

    O cenário de guerra moderna está sendo transformado pelo uso em massa de veículos aéreos não tripulados, e a Rússia está determinada a liderar essa corrida. Na cidade de Alabuga, a leste de Moscou, foi erguida uma gigantesca fábrica para a produção do drone de ataque Shahed-136, rebatizado na Rússia como Geran. O complexo industrial, que é aclamado como uma das maiores conquistas industriais do país, tem uma capacidade de produção surpreendente. De acordo com o CEO da fábrica, Timur Shagivaleev, a maior parte dos componentes do drone agora é fabricada no local.

    Essa autossuficiência é a chave para o sucesso do projeto. Em vez de depender de importações, a fábrica de Alabuga transforma matérias-primas como barras de alumínio em motores e chips elétricos em microeletrônica. As fuselagens são moldadas a partir de fibra de carbono e fibra de vidro, criando um ciclo de produção totalmente integrado. Analistas e especialistas em inteligência estimam que cerca de 90% das etapas de produção do drone russo ocorrem agora em solo nacional, em Alabuga e outras instalações.

    Expansão Acelerada e Potencial de Exportação

    A expansão da fábrica de drones russa não para por aí. Imagens de satélite recentes revelam que a unidade está crescendo rapidamente, com a construção de novas instalações de produção e dormitórios. Esse avanço sugere que o complexo industrial está se preparando para aumentar sua produção exponencialmente. Esse crescimento não apenas atenderia à demanda interna, mas também abriria a possibilidade de a Rússia se tornar um exportador de drones.

    Especialistas entrevistados pela CNN especulam que o país poderia, no futuro, exportar uma versão aprimorada e testada em batalha do Shahed, talvez até mesmo para o Irã. Esse cenário, que parecia improvável há pouco tempo, demonstra a rapidez com que a Rússia tem assimilado e modernizado a tecnologia iraniana.

    A Tensão Silenciosa entre Moscou e Teerã

    A crescente independência da Rússia na produção de drones está gerando atritos com seu parceiro de guerra. Uma fonte de inteligência ocidental afirma que a integração total do Shahed-136 pela Rússia marginalizou o Irã, revelando fissuras na aliança. O descontentamento iraniano estaria ligado à percepção de que o país recebe pouco em troca de seu apoio substancial, que inclui não apenas drones, mas também mísseis e outras tecnologias.

    A aparente falta de apoio de Moscou durante o conflito de 12 dias entre Israel e o programa de armas nucleares iraniano em junho reforçou essa sensação de abandono. As declarações russas de condenação foram consideradas insuficientes por Teerã, que esperava um suporte mais robusto. Analistas iranianos, como Ali Akbar Dareini do Centro de Estudos Estratégicos, apontam que o Irã poderia ter esperado uma cooperação mais profunda, como o envio de tecnologia, suporte operacional e compartilhamento de inteligência. A postura russa, no entanto, é vista como “puramente transacional e utilitária”, focada apenas em seus interesses imediatos.

    O Custo da Autossuficiência e a Desvalorização do Parceiro

    A história da parceria entre Rússia e Irã é marcada por uma lógica de “cooperação e competição”, como descreve Dareini. Inicialmente, após a invasão em larga escala da Ucrânia em 2022, a Rússia dependia fortemente da importação de drones iranianos. Em 2023, um acordo de US$ 1.75 bilhão foi assinado para a produção interna de 6.000 drones até setembro de 2025. No entanto, o cronograma foi adiantado em cerca de um ano, e a fábrica de Alabuga já produz mais de 5.500 unidades por mês, de forma mais eficiente e barata.

    O custo de um drone Geran para a Rússia caiu de aproximadamente US$ 200 mil em 2022 para cerca de US$ 70 mil em 2025, um indicativo da otimização da produção. Além disso, a Rússia modernizou o drone com comunicações aprimoradas, baterias mais duráveis e ogivas mais letais. Essa evolução, segundo fontes de inteligência, pegou o Irã de surpresa e marcou uma “perda gradual de controle” sobre o produto final. O objetivo de Moscou, segundo a mesma fonte, é “dominar completamente o ciclo de produção e se livrar de futuras negociações com Teerã”.

    Pagamentos Pendentes e Promessas Não Cumpridas

    A expansão em Alabuga não se deu sem problemas. Apesar do avanço na produção, a fábrica tem enfrentado dificuldades no cumprimento de suas obrigações financeiras com os parceiros iranianos. Empresas como a Sahara Thunder reclamaram de pagamentos não efetuados, em parte devido às sanções internacionais que pesam sobre a economia russa. Além disso, a Rússia teria falhado em cumprir a promessa de transferir tecnologias aeronáuticas para o Irã em troca de seu apoio.

    Essa situação aumenta a frustração de Teerã, que vê a parceria como desequilibrada. No entanto, o cenário geopolítico pode forçar uma reaproximação. Após o recente conflito com Israel, que danificou instalações nucleares e de produção de drones, o Irã precisa de um período para se reagrupar.

    A Rússia Pode Salvar a Parceria?

    Apesar das tensões, a Rússia pode ter um papel crucial na recuperação iraniana. David Albright, ex-inspetor de armas da ONU, sugere que a expansão em Alabuga poderia permitir que Moscou fornecesse à Teerã algumas das versões atualizadas dos drones Shahed, ajudando a repor seus estoques. O Irã poderia, então, fazer a engenharia reversa ou receber a tecnologia para fabricar esses modelos aprimorados. Albright alerta para o perigo dessa possibilidade, que poderia fortalecer ainda mais o programa militar iraniano.

    Indícios de uma possível colaboração já surgiram. Dados de rastreamento de voo de um avião cargueiro militar Ilyushin-76 da Gelix Airlines mostraram uma viagem de Moscou para Teerã em 11 de julho, transportando possivelmente componentes de um sistema de defesa aérea russo S-400, conforme noticiado pela mídia iraniana. A Rússia e o Irã não se manifestaram sobre o assunto.


    A Complexidade de Uma Aliança de Conveniência

    A relação entre Rússia e Irã é complexa e, embora existam atritos, os dois países continuam a se beneficiar de sua parceria estratégica. A fábrica de drones russa em Alabuga é um símbolo da autossuficiência e da ambição militar de Moscou, mas também evidencia a natureza puramente pragmática de sua colaboração com o Irã. Enquanto a Rússia busca dominar a produção de drones e reduzir sua dependência, o Irã espera obter equipamentos militares e tecnologia para fortalecer sua própria segurança. A dinâmica de “cooperação e competição” deve continuar, com cada país buscando maximizar seus ganhos em uma aliança que é, acima de tudo, uma questão de conveniência mútua.

    Com informações do site: CNN Brasil

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