A Cena de um Conflito Fatal
O corpo de Eweline foi descoberto em Cascadura, na Rua Cametá, após equipes da Polícia Militar (PM) serem acionadas para verificar um encontro de cadáver. Ao chegarem, os policiais encontraram o corpo de uma mulher coberto por um lençol, com ferimentos de tiro na cabeça e no tórax. As características físicas, como as tatuagens no braço, pescoço e tórax, e as roupas (top e calça pretos), batiam com as da criminosa, confirmando a identidade.
A causa da morte, segundo a PM, foi a troca de tiros entre os grupos rivais. “Diaba Loira“, que era natural de Santa Catarina, havia sido integrante do CV e, em uma recente mudança de lealdade, passou a se associar ao TCP. A morte em um confronto entre as duas facções ressalta a perigosa dinâmica do crime organizado no Rio de Janeiro. A Delegacia de Homicídios foi chamada ao local para dar início às investigações, enquanto o Corpo de Bombeiros ficou responsável pela remoção do corpo.
A Trajetória de Eweline no Mundo do Crime
A vida de Eweline Passos Rodrigues foi marcada por uma reviravolta dramática. Segundo investigações, sua entrada no mundo do tráfico ocorreu após ela sobreviver a uma tentativa de feminicídio em 2022, perpetrada por um ex-companheiro. Na ocasião, ela foi atingida no pulmão e precisou de cirurgia. Após a recuperação, ela se mudou para o Rio de Janeiro e se juntou ao Comando Vermelho, atuando na comunidade de Gardênia Azul, na Zona Oeste.
Sua ascensão no crime foi rápida e brutal. Eweline ganhou fama nas redes sociais por ostentar armas de grosso calibre e fazer declarações de desafio às autoridades. A frase “Não me entrego viva, só saio no caixão” se tornou uma espécie de lema para a traficante. No entanto, o seu caminho no crime foi curto e violento. Em 2023, ela foi presa transportando sete quilos de cocaína.
A Notoriedade e o Confronto com as Autoridades
Apesar de sua prisão, Eweline continuou a desafiar a lei. Em junho deste ano, ela foi flagrada atirando contra policiais durante uma operação. A ousadia e a violência de suas ações levaram as autoridades a intensificar a busca por ela. No dia 10 de agosto, quatro dias antes de sua morte, o Disque Denúncia divulgou um cartaz pedindo informações sobre seu paradeiro, um sinal da importância de sua captura para as forças de segurança.
A mudança de lealdade entre facções criminosas, do CV para o TCP, é um indicativo do alto grau de instabilidade e perigo que caracteriza o mundo do crime. Eweline encontrou seu fim exatamente no meio de um conflito entre os dois grupos, o que confirma a falta de segurança e o alto risco para aqueles que se envolvem na criminalidade.
Conclusão: O Ciclo de Violência e Suas Consequências
A morte de “Diaba Loira” é mais do que a notícia sobre a queda de uma criminosa notória; é um reflexo do ciclo de violência que assola o Rio de Janeiro. A vida de Eweline, marcada por tragédia pessoal, vingança e escolhas erradas, chegou a um fim abrupto e violento, como era de se esperar.
Sua história serve como um aviso sobre a realidade brutal do mundo do crime, onde a ostentação e a notoriedade nas redes sociais são efêmeras, e a vida é constantemente colocada em risco. A queda de Eweline em um confronto de facções reforça a mensagem de que, no crime, não há vencedores.
Com informações do site: CNN Brasil