Quedas em Série na Região
A tranquilidade da manhã de sábado foi interrompida na Baixada Santista, quando a queda de dois balões gigantes causou alarme entre os moradores. Em diferentes ocorrências, os artefatos ilegais aterrissaram de forma perigosa, um deles dentro de uma empresa em Cubatão e o outro em um poste de energia em Mongaguá. Felizmente, não houve registro de feridos, mas a situação ressalta o risco que essa prática criminosa representa para a segurança pública e o meio ambiente.
Balão na Siderúrgica
O primeiro incidente ocorreu por volta das 7h40 em Cubatão, dentro da área da Usiminas. Um funcionário da empresa notou o balão em queda e imediatamente alertou os bombeiros civis da siderúrgica. O artefato, que media cerca de seis metros, foi inspecionado e, por não apresentar risco de incêndio, foi entregue à Polícia Militar. O caso foi registrado como crime ambiental no 1º Distrito Policial de Cubatão, reforçando a seriedade da infração.
Apagão em Mongaguá
Quase duas horas depois, por volta das 9h, um segundo balão caiu sobre um poste de energia em Mongaguá, na Rua Santa Cecília. A queda do objeto, que não possuía tocha e era inflado a gás, foi registrada em vídeo por um morador, mostrando a proximidade perigosa do balão com um transformador de energia. A Neoenergia Elektro informou que a queda causou a interrupção no fornecimento de luz por cerca de 40 minutos, e equipes foram enviadas para remover o objeto e restabelecer a energia na área.
Crime Ambiental e Riscos
Soltar balões é uma prática perigosa e ilegal, enquadrada como crime ambiental pela Lei de Crimes Ambientais (9.605/98). A pena para quem comete esse delito pode variar de um a três anos de detenção, além de multa, independentemente de o balão causar incêndios. O caso na Baixada Santista demonstra os múltiplos perigos associados, desde a interrupção de serviços essenciais, como a energia elétrica, até o risco de acidentes e incêndios em áreas residenciais ou industriais. A ocorrência serve como um alerta para as autoridades e a população sobre a necessidade de conscientização e fiscalização para combater essa atividade ilegal.
Com informações do site: G1
