Malafaia Critica Apreensão de Documentos
Em um novo capítulo de sua disputa com o judiciário, o pastor Silas Malafaia solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a devolução de seu passaporte e de cadernos pessoais apreendidos pela Polícia Federal (PF). O pedido foi feito publicamente em um vídeo, onde Malafaia argumentou que a medida de apreensão só se justificaria em caso de “risco eminente de fuga”, o que, segundo ele, não é o seu caso. “Se eu tivesse medo do senhor ou de tudo isso, eu ficava lá, ou ia para a América, onde tenho igrejas”, declarou o pastor, referindo-se à sua recente viagem a Portugal, de onde retornou quando a operação da PF foi deflagrada.
Defesa e Acusações contra a Justiça
Em sua gravação, Malafaia classificou a decisão de Moraes como uma “aberração” e reiterou que não é “covarde, medroso e fujão”. O pastor prometeu continuar “a falar e a denunciar”, indicando que não se intimidará com as investigações em curso. A apreensão dos documentos e a proibição de deixar o país fazem parte das medidas cautelares determinadas por Moraes, que também proibiu o pastor de se comunicar com outros investigados, como o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro.
O Motivo da Investigação
A decisão do STF foi baseada em evidências apresentadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontam o envolvimento de Malafaia em crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação. Segundo a apuração, o pastor, em conjunto com Jair e Eduardo Bolsonaro, teria participado de uma campanha de desinformação e pressão política para influenciar o STF e obter anistia. As investigações indicam que o grupo utilizou ameaças, como a de tarifas americanas, como forma de barganha. A PF ainda planeja intimar Malafaia para depoimento, o que indica que as investigações estão em fase de aprofundamento antes de uma eventual decisão sobre seu indiciamento.
O Futuro do Caso
O pedido de Malafaia para a devolução de seus documentos coloca o ministro Alexandre de Moraes em uma nova posição de análise sobre as medidas cautelares. Enquanto a defesa do pastor tenta reaver seus bens, a Polícia Federal continua a trabalhar para consolidar as evidências que sustentam as acusações. O caso, que se desenrola em meio a tensões políticas e judiciais, demonstra a complexidade da investigação e as implicações legais para todos os envolvidos. O desfecho da situação dependerá da análise de Moraes e do andamento das diligências da PF.
Com informações do site: CNN Brasil